Dados Pessoais e Detalhes
| Nascimento | 24 Fevereiro 1909 28 24 São João da Chapada, Distrito de Diamantina, MG |
| Falecimento | 23 Agosto 1985 (Idade 76) Minas Gerais |
| Identificador Universal | A2E328ED0A29D6119410CD607F369B4217AA |
| Sepultamento | Belo Horizonte, MG |
| Atualizado em | 26 Agosto 2006 - 00:00:00 |
Notas
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Segundo seu irmão Edgar, foi Aires quem quebrou um pouco a divisão que havia entre os liberais (os Mata Machado e os Godói) e conservadores (os Mourão, os Sá e os Camargos) em Diamantina ao casar-se com Solange. Seu irmão ainda escreveu que Aires tinha muita liderança na família Godói Mata Machado. Seu pai foi para Belo Horizonte em 1924 com toda a família. Quando foi transferido para Itajubá, deixou para trás apenas Aires, que já era diretor do Instituto São Rafael e seu irmão Godói. Abaixo, um poema de Carlos Drummond de Andrade, publicado no Estado de Minas de 24 de fevereiro de 1989, data em que Aires completaria 80 anos: Em louvor de Mestre Aires O Aires dos ares bons Aires da mata da linguagem e do machado que não mata mas desbasta e aparelha a fina palavra diamantina palavra certa que uma enlaçada e outra vai formando festa floral floresta de bem escrever (ou bem pensar) Aires faiscador das últimas pedras musicais do Tijuco Aires dicionário sem empáfia, sem ares, mineiro mineiro ladino que soubeste ver no Tiradentes o único herói possível - herói humano - e na fala do povo no mistério dos ritos no arco-íris das serras captaste o ar, a alma de Minas ó Aires da verde mata do machado de prata portuguesa legítima onde se oculta um brilhante com todos os fogos tranquilos na sabedoria mestre Aires, recebe meus saudares. Bibliografia: EDUCAÇÃO DOS CEGOS NO BRASIL - Belo Horizonte, Os Amigos do Livro, 1931. ESCREVER CERTO - Primeira série, 1a. edição, Belo Horizonte, Os Amigos do Livro, 1935; 2a. edição, Rio de Janeiro, Editora ABC, 1938. ORTOGRAFIA OFICIAL - 1a. edição, Belo Horizonte, Editora Mensagem, 1938; 2a. edição, 1938; 3a. edição, Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves, 1942; 4a. edição, Belo Horizonte, Livraria Rex, 1944; 5a. edição, Belo Horizonte, Editora Itatiaia, 1955; 6a. edição, idem, 1957. O NEGRO E O GARIMPO EM MINAS GERAIS - (Prêmio "João Ribeiro" da Academia Brasileira de Letras), Rio de Janeiro, Livraria José Olímpio Editora, 1943; 2a. edição, Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 1964. ARRAIAL DO TIJUCO, CIDADE DE DIAMANTINA - Rio de Janeiro, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 1945; 2a. edição, São Paulo, Livraria Martins; 3a. edição revista, Belo Horizonte, Editora Itatiaia e Edusp, 1980. ARAXÁ - (Com Sebastião de Affonseca e Silva), Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1946. EM BUSCA DO TERMO PRÓPRIO - Rio de Janeiro, Livraria Agir, 1947. HISTÓRIA DE CASTRO ALVES - Belo Horizonte, Edições Rocha, 1947. TIRADENTES, HERÓI HUMANO - Belo Horizonte, Edição Siderosiana, 1948. PORTUGUÊS E LITERATURA - Belo Horizonte, Editora Minas Gerais, 1950; 2a. edição, 1951; 3a. edição, 1960. CURSO DE FOLCLORE - Rio de Janeiro, Livros de Portugal, 1951. A CORREÇÃO NA FRASE - Rio de Janeiro, Organizações Simões, 1951. MARIA MONTESSORI - Separata de Kriterion, Belo Horizonte, 1952. CRÍTICA DE ESTILOS - (Prêmio "Cidade de Belo Horizonte"), Rio de Janeiro, Livraria Agir, 1956. FALAR, LER E ESCREVER - Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro, MEC, 1956. O FAZENDEIRO FORMADO - Rio de Janeiro, Campanha Nacional de Educação de Adultos, MEC, 1957. CAMÕES ÉPICO - Rio de Janeiro, Livraria Agir, 1957; 7a. edição, idem, 1974. IDÉIAS E POESIA - Belo Horizonte, Edição do Autor, 1960. PEQUENA HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA - Rio de Janeiro, Campanha Nacional de Educação de Adultos, MEC, 1961. PORTUGUÊS FORA DAS GRAMÁTICAS - Belo Horizonte, Edição Siderosiana, 1964; 2a. edição, 1968. AVENTURAS DE UM CAÇADOR DE PALAVRAS - Rio de Janeiro, Livraria Acadêmica, 1965. DICIONÁRIO DIDÁTICO E POPULAR DA LÍNGUA PORTUGUESA - São Paulo, Brasiliense, 1965; 2a. edição, 1968. MÁRIO DE ANDRADE FOLCLORISTA - in Mário de Andrade, Edições M. P., Belo Horizonte, 1965. COLEÇÃO ESCREVER CERTO - São Paulo, Boa Leitura, 1966; 2a. edição, 1966. DICIONÁRIO ILUSTRADO URUPÊS - São Paulo, Gráfica Urupês-Edinal, 1969. GRANDE COLEÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA - São Paulo, Gráfica Urupês-Edinal, 1969. ESTUDOS DE LITERATURA - São Paulo, Gráfica Urupês-Edinal, 1969. RECEPÇÃO DE JOÃO ETIENNE FILHO - (Academia Mineira de Letras), Belo Horizonte, 1970. NOVA ORTOGRAFIA - Belo Horizonte, Editora Vega, 1972; 2a. edição, 1972; 3a. edição, 1975; 4a. edição, 1976. DIAS E NOITES EM DIAMANTINA - Belo Horizonte, Edição do Autor, 1972. CAMÕES LÍRICO - Livraria Agir, 1974; 2a. edição, 1976. LINGUÍSTICA E HUMANISMO - Petrópolis, Vozes, 1974 (Prêmio "Cidade de Belo Horizonte"). O QUE SE DEVE AO SISTEMA BRAILLE - Separata do Boletim Bibliográfico (Biblioteca Mário de Andrade), São Paulo, 1975. O ENIGMA DO ALEIJADINHO E OUTROS ESTUDOS MINEIROS - Rio de Janeiro, Livraria José Olímpio Editora, 1975. NOVÍSSIMO DICIONÁRIO ILUSTRADO URUPÊS - São Paulo, Edição Age, 1976; 2a. edição, 1976. TIJUCO E DIAMANTINA - (Com Tom Maia e Thereza Regina de Camargo Maia), São Paulo, Companhia Editora Nacional/Embratur, 1979. A PALAVRA É DE OURO - Belo Horizonte, Editora Vega, 1979. ASPECTOS DO ESTILO CAMILIANO EM "EUSÉBIO MACÁRIO" - in "Estudos Portugueses", Faculdade de Letras, UFMG, Belo Horizonte, 1979. FUNÇÃO DA LITERATURA INFANTIL - in Ensaio sobre Literatura Infantil, Belo Horizonte, 1980 (Prêmio da Secretaria de Educação, através do Centro de Educação Permanente "Prof. Luís de Bessa", setor cultural). O CASO DE HELENA KELLER - Belo Horizonte, Editora Itatiaia, 1980. Traduções: CLAPARÊDE, ED. - Psicologia da Criança e Pedagogia Experimental (com Turiano Pereira) 1a. edição, Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1934; 2a. edição, Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves, 1940; 3a. São Paulo, Editora do Brasil, 1956. LYONS, EUGENE - Stalin, Czar de Todas as Rússias, Rio de Janeiro, Livraria José Olímpio Editora, 1941. CASAIS, JOSÉ - Congonhas do Campo, Rio, 1942. CASAIS, JOSÉ - Roteiro Balneário, Rio, 1942. WHITECHEAD, A. N. - A Ciência e o Mundo Moderno - São Paulo, Brasiliense, 1956. FOERSTER, FR. W. - para Formar o Caráter - Rio de Janeiro, Livraria José Olímpio, 1947; 2a. edição, idem, 1950. BODMER, FREDERICK - O Homem e as Línguas - Porto Alegre, Ed. Globo, 1960. |
Fontes
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Edgar de Godói da Mata Machado - Fé, Cultura e Liberdade Editora UFMG e Edições Loyola, 1993 |
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Exercícios de Jornalismo Dados Texto da Fonte: Segundo a carne, nasci de Augusto Aires da Matta Machado e de Maria Flora de Godoy da Matta Machado, a 24 de fevereiro de 1909, em Diamantina. Teria sido em Sabará, se minha mãe, no oitavo mês, não cismasse de ir para onde estava a dela. A premonição dessa primeira viagem - parte de trem e vinte e cinco léguas a cavalo - prendeu-me à terra: moro em Belo Horizonte, mas vivo em Diamantina. Por serem primos os pais, dizem os médicos, o menino trouxe catarata congênita e atrofia de nervo óptico. Pelo amor, tornei a nascer em 25 de março de 1940, quando casei com Maria Solange Mourão de Miranda. Devo-lhe muito, muito. Além do mais, dá-me força para vencer a rêmora, que me dificulta a navegação. Fui para a escola já sabendo ler e escrever, graças a meu pai. O curso primário, onde aprendi o que a curiosidade insaciável procura ampliar e aprofundar todos os dias, eu o devo a Eponina da Mata Machado, extraordinária professora que escrevia os "pontos", em letras graúdas, para a fraca visão do aluno, seu sobrinho. O secundário, já na posse do sistema Braille, que me ensinou outro grande professor e amigo, João Gabriel de Almeida, pude fazê-lo no Instituto Benjamim Constant para cegos, no Rio, onde me diplomei em 1927. Em seguida a conferência, lida perante o presidente Antônio Carlos, no Instituto São Rafael, que o idealismo e a situação do jovem ajudaram a erguer, entregaram-me turma de primeiras letras que levei, depois como professor de Português, até à formatura. Entrementes, lecionei Português em casa, na residência dos alunos; Português e Literatura, no Instituto de Educação; Folclore Aplicado nos Cursos de Treinamento da Fazenda do Rosário e no Instituto Superior de Estudos Rurais, que organizei com Gustavo Lessa Filho e Helena Antipoff; finalmente, com o título oficializado de Doutor em Letras e Bibliografia Filológica e Literária, na cátedra de Filologia Românica da Faculdade de Filosofia e Letras, mais tarde incorporada à UFMG, de que sou Professor Emérito desde 1979, e na cátedra de Língua Portuguesa da Faculdade de Filosofia "Santa Maria", hoje integrada na Universidade Católica. Co-fundador dessas duas faculdades, também o fui da Faculdade de Filosofia e Letras, em Diamantina, que dirigi, e onde fui titular de Língua Portuguesa e Linguística Geral. Na administração pública, exerci os cargos de Chefe de Redação no antigo Conselho Administrativo do Estado, Chefe de Gabinete na Secretaria do Interior e Justiça, colaborador do Centro de Pesquisas Educacionais, chefe do Serviço de Orientação Técnica do Ensino da Língua Portuguesa, assessor, na Secretaria de Educação. Faço parte do Conselho Estadual de Cultura, desde a sua criação, e representei a comunidade no Conselho Universitário da UFMG. Jornalista, desde 1928. Nesse ano, saiu o meu primeiro artigo no Diário da Manhã, e o segundo, no Minas Gerais, onde me aposentei como redator, cabendo-me as funções de editor da seção Minas Eterna, de editorialista e de um dos fundadores do Suplemento Literário, de cuja primeira comissão diretora fiz parte. Co-fundador de O Diário e de Folha de Minas, onde inseri sueltos e artigos assinados, colaborei em outros jornais e revistas: de Belo Horizonte - Diário de Minas, Correio do Dia, Surto, Mensagem, Revista de Estudos Brasileiros; do Rio - Diário de Notícias, Jornal do Comércio, Boletim de Ariel, Revista do Brasil, Cutura e Política; de São Paulo - O Estado de São Paulo, Folha da Manhã, Folha de São Paulo, Arquivo Municipal; de várias folhas de capitais do País, mediante cadeia de colaborações. Em 1933, inventei a coluna de jornalismo gramatical "Escrever Certo", no Estado de Minas. Aí, pela forma ao meu limitado alcance, tenho dado vazão ao espírito público, procurando ajudar os que não puderam ter escolaridade completa, aprendendo, por minha vez, com as dúvidas que os consulentes me transferem. Dessa matéria, compõe-se grande parte da minha biografia. Consta sempre do meu livro mais recente. O primeiro, Educação dos cegos no Brasil, veio a lume em 1931. Assinalaram o cinquentenário o Prêmio "Machado de Assis", da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Fernando Chinaglia a Personalidade Cultural do Ano da União Brasileira de Escritores, além de outras homenagens: do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, em sessão especial; da Academia Municipalista de Letras, cuja contribuição o Suplemento Literário do Minas Gerais publicou; do Conselho Estadual de Cultura, que dedicou ao evento número especial de sua revista. Fui eleito para a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais. Deu-se o meu nome ao prêmio que distinguiu o arquiteto vencedor, em concurso para o projeto do novo edifício da Casa do Jornalista. Pioneiro de programa cultural pelo rádio, na Guarani, em 1936, produzi por vinte e quatro anos, na Inconfidência, a partir de 1937, vários outros; sucessivamente: "Crônicas Leves", "Vultos e Fatos de Nossa História", "Consultas de Linguagem". Educação dos cegos no Brasil foi o primeiro livro publicado, em obediência ao acordo luso-brasileiro de 1931. Divulguei esse sistema em brochura, como em aulas ministradas a professoras primárias e funcionários da Secretaria do Interior e Justiça. Pela indicação de Afonso Pena Júnior, colaborei no "Vocabulário Oficial" de 1943, da Academia Brasileira. A convite de Antenor Nascente, integrei comissão assessora da Câmara dos Deputados, para o projeto de que resultou a lei simplificadora da acentuação gráfica. Fui encarregado da revisão linguística do projeto de Código de Processo Penal pelo Ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel. Pertenço às seguintes instituições culturais: Academia Brasileira de Filologia, Sociedade Brasileira de Antropologia, Sociedade Brasileira de Folclore, Academia Carioca de Letras, Academia Mineira de Letras, Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, Associação Mineira de Imprensa, Sindicato dos Jornalistas Profissionais, Comissão Mineira de Folclore, de que fui presidente. Além da láurea maior da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, a mais importante insituição cultural do País concedeu o Prêmio 'João Ribeiro' (Filologia e Folclore) a O negro e o garimpo em Minas Gerais, enquanto Crítica de Estilos e Linguística e Humanismo, outros livros meus devidamente inscritos, receberam o Prêmio "Cidade de Belo Horizonte". Entre as condecorações recebidas, mencionem-se a Grande Medalha da Inconfidência e a Comenda do Infante Dom Henrique. Aposentei-me na UFMG em 1965. Com alguma tristeza: aspirava à cadeira de Linguística Geral, que me foi negada. Também, nunca poderia aturar o terrorrismo intelectual. Com pouca paciência e escassez de saliva para lecionar, hoje me limito a conferências encomendadas e alguma tarefa na Faculdade de Letras, de cuja congregação tenho o direito de participar como Professor Emérito. Autodidata, acredito mais no aprendizado que no ensino; sempre mantive dúvidas quanto à eficácia do meu. E todavia, não posso negar a fé na educação. Confesso o prazer de encontrar pessoas que se apressam em declarar a sua condição de antigos alunos. A experiência desses últimos anos de editorialista do Estado de Minas, que me readmitiu depois do aposentado, faz-me sentir, mais vivamente que antes, a significação singular da profissão. Para até discutir com outros as idéias que eu mesmo defendo. Apreendo a influência da comunicação imediata. Esse é o privilégio do anonimato jornalístico. |
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![]() Mídia | Formato: jpg Dimensão da Imagem: 191 x 397 |
![]() Mídia | Formato: jpg Dimensão da Imagem: 250 x 161 Nota: Charge publicada no Estado de Minas quando da morte do Prof. Aires da Mata Machado Filho |
![]() Mídia | Formato: jpg Dimensão da Imagem: 639 x 424 Nota: Airesinho está no colo do pai, à porta da casa. |
![]() Mídia | Formato: jpg Dimensão da Imagem: 603 x 431 Nota: Airesinho é o terceiro da primeira fila, em pé, da esquerda para a direita. |
![]() Mídia | Formato: jpg Dimensão da Imagem: 807 x 621 Nota: Aires, com seus grossos óculos, atrás do pai. |
![]() Mídia | Formato: jpg Dimensão da Imagem: 628 x 839 Nota: Aires & Eponina |
![]() Mídia | Formato: jpg Dimensão da Imagem: 509 x 338 Nota: Maria Helena, Mariana, Eponina, Cristina, Cecília, Tiago, Wilda, Aires, Solange e Eduardo. |
![]() Mídia | Formato: jpg Dimensão da Imagem: 409 x 219 Nota: ??,??,??,??, Maria Orminda, Vó Lola com ?? ao colo, José Henrique em pé (atrás), Edgard em pé, na frente de ??, Godói (de touca branca), ?? com ?? ao colo, Airesinho (agachado no chão), Augusto Aires. |
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Família com Pais |
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Família com Maria Solange Mourão de Miranda |
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