Dados Pessoais e Detalhes
| Nascimento | 13 Julho 1905 39 Diamantina, MG |
| Batizado | Diamantina |
| Casamento | 24 Dezembro 1924 (Idade 19) Humberto Ramos de Almeida - Diamantina, MG
Detalhes da Citação: Caixa 299(18971905) Livro 1897-1905 fl. 76 |
| Falecimento | 28 Novembro 1987 (Idade 82) Diamantina, MG |
| Identificador Universal | 15ADB8BB71F0D411940BB2D38610DA5A690D |
| Sepultamento | Diamantina, MG |
| Atualizado em | 22 Maio 2007 - 13:33:44 Última Alteração por: virgilio |
Notas
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Fontes
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Entrevista
Detalhes da Citação: com filhos, em 10/12/2005 Dados Texto da Fonte: Mariinha estava enamorada de um bonachão, Vicente Ferreira, barbeiro de JK e de conhecida vida boêmia na cidade. Um dia, em um intervalo no colégio, colegas dizem à Mariinha que o Vicente estava "escornado" em um canto da praça do mercado, absolutamente ébrio. A namorada foi averiguar. Ao regressar no colégio, o professor impediu sua entrada, enviando uma nota ao pai que ela havia sido barrada por ter ido "ver homem". O pai a trancafiou, dias a fio, em seu quarto, fazendo com que ela recebesse alimentos pela greta da porta e só saísse para as necessidades fisiológicas. Enquanto isso, preparavam um enxoval, de "americano cru". Após alguns dias, chama a menina e entra com ela no trem, com pequena bagagem. Totalmente amedrontada e com fala entrecortada de soluços, a menina pergunta ao pai: "Pai, para onde o senhor está me levando?" "Para o inferno!" foi a resposta. Chegaram a São João Del Rey, e se dirigiram a um colégio de freiras. Ao deixá-la na porta, o pai disse à madre superiora, eduque bem esta perdida, pois ela gosta de HOMEM!". Para as filhas, Mariinha contou os terrores que vivenciou no Internato, principalmente durantes os primeiros anos, quando era tratada feito uma pecadora pelas freiras. Uma de suas obrigações era arrumar e desarrumar a mesa, momento em que ela rapidamente recolhia sobras para poder se alimentar, uma vez que sua parte de alimentação era sempre parca. Nas férias, quando as internas iam para suas casas, muitas delas deixavam roupas para a Mariinha, que tinha, nestes momentos, alguma alegria. Aos poucos, acabou sendo acolhida pelas irmãs, e devido à sua inteligência e habilidades, acabou tendo um tratamento mais adequado. Após alguns anos, durante sua formatura, seu pai compareceu, e ficou assustado em vê-la tão magra. A irmã superiora perguntou-lhe: "Mariinha, não conheces aquele homem?" A menina não reconhecera o próprio pai. Pediu para ficar. Queria tornar-se irmã de caridade. O pai, porém, disse-lhe: "Vamos para Diamantina. Você deve conhecer o mundo lá fora. Se quiser, volte depois." Um dia em Diamantina, estava passeando com uma de suas irmãs mais velhas. Iam as duas de braço dado, quando a irmã diz: "Não precisa olhar, mas ali atrás tem um rapagão lindo que não tira o olho de mim." Mais alguns passos e a irmã se corrige: "Olha: não é em mim que ele está interessado, não. É em você. Disfarça e olha." O sapato de Mariinha 'prendeu-se' nas pedras da capistrana, e ela abaixou-se ligeiramente para retirá-lo. Ao olhar para trás, viu o homem mais lindo de sua vida, segundo palavras próprias. Era Humberto, que viria a ser seu marido por mais de 60 anos! |
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Entrevista
Detalhes da Citação: com filhos, em 10/12/2005 Dados Texto da Fonte: Mariinha e Humberto ficavam se olhando de longe. Ela de uma janela em sua casa, ele do Ponto Chic, de que era sócio. Vez ou outra, ele ia ao bar perto da casa da amada e ela corria para uma janela mais próxima, para poderem se olhar mais de perto. A janela mais apropriada era uma basculante, pesada e traiçoeira, na despensa da casa. Um dia Mariinha ouviu, vindo do bar vizinho, o garçom gritando em voz mais alta do que o natural, "Almondegas para o Sr. Humberto!" Era a senha. Correu à despensa e, na falta de um banquinho, subiu em um enorme pedaço de rapadura que lá havia. Com as duas mãos, e não sem esforço, abriu a basculante e colocou a cabeça para fora, piscando olhares para o amado. Passados alguns minutos, Mariinha sentiu cócegas nas pernas e ficava esfregando uma na outra para evitar que a coceira se tornasse insuportável. Mas as cócegas continuavam, como que subindo pernas acima. No mesmo instante em que ela percebeu que eram formigas que estavam se deliciando com a rapadura, ouviu também os passos do pai no corredor, indo em direção da dispensa. No desespero, soltou as mãos para poder espantar as formigas e a basculante lhe cai pesadamente sob o pescoço, deixando-a, por alguns segundos, como que uma enforcada na janela. Com muito custo conseguiu se desvencilhar e pular para longe da janela antes que o pai a visse. Por alguns dias, teve que circular pela cidade com blusas de golas altas ou de cachecol, para esconder as marcas no pescoço. O incidente deu origem à uma carta que lhe escreveu o amado, cujo teor era declamado de cor por Mariinha em avançada idade. O início já dava mostras da poesia das linhas: "Quisera ter o dobro do tamanho para não vê-la sofrer tanto..." |
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Entrevista
Detalhes da Citação: Roberto Almeida, em 10/12/2005 Dados Texto da Fonte: O pai, Chico Costa, dava sempre aos filhos maiores um cálice de vinho do porto, após o jantar. Mariinha não achava suficiente. Numa noite, enquanto tirava a mesa, pegou depressa a garrafa e a rolou para debaixo de sua cama. Mais tarde, começa a não se sentir bem. A madrasta, Ná, apavora-se e tentar fazer a menina beber algum "remédio caseiro" dado em colheradas. Mas não havia como a menina abrir a boca. Em um dado momento, Ná percebe que a menina está cuspindo sangue, e manda chamar o médico, Dr. Teles de Menezes, com a maior rapidez. Sem demora, o médico percebe que o sangue que sai da boca da menina é apenas o resultado de alguns cortes provocados pela colher com a qual a zelosa madrasta tentava abrir-lhe a boca. Mais alguns exames e proferiu a sentença: "Chico, essa menina está bicuda!" Debaixo da cama estava a garrafa de vinho do porto, sem uma gota do líquido sequer. |
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Entrevista
Detalhes da Citação: com Ana Célia de Almeida, em 10/12/2005 Dados Texto da Fonte: A mãe de Mariinha, Gabriela, foi "intoxicada" no hospital, durante o seu parto. Segundo consta, deram-lhe um remédio equivocado, ou em doses erradas. O marido, Chico Costa, pegou cinco grandes moedas de libras esterlinas e colocava-as na língua da esposa, uma após a outra, para que a prata "absorvesse" o veneno na tentativa de salvá-la. Gabriela não morreu imediatamente, mas nunca se recuperou da intoxicação. Quando Mariinha se casou, o pai lhe deu as cinco libras esterlinas, para que ela sempre se lembrasse da mãe. Certa vez, Mariinha, dando falta das grandes moedas de prata, perguntou para sua filha mais velha, Celeste, na época com não mais de cinco anos: "Celeste, você mexeu em algumas moedas aqui nesta gaveta?" "Mexi, mãe. Eu usei para fazer o anjinho dançar lá no hospital." O hospital possuía uma espécie de realejo no qual havia um anjinho que se mexia quando depositavam uma moeda no cofre. Mariinha desceu imediatamente com a filha e fez com que a menina repetisse ao padre o que fizera, explicando ainda tratar-se de moedas de valor sentimental, pois haviam sido usadas para tentar salvar sua mãe. O padre disse que havia esvaziado o cofre, ele mesmo, na noite anterior e que não encontrara nenhuma moeda de prata. Assim perderam-se as libras esterlinas de Gabriela. |
Mídia
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![]() Mídia | Formato: jpg Dimensão da Imagem: 832 x 652 Nota: Celeste, Humberto, Mariinha, Ana Lúcia, Luiz, Heloísa, Ana Célia, Raquel. |
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Família com Pais |
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Família Paterna com Maria Cristina Alves Pereira |
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| Meia-Irmã | |
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Família Paterna com Francisca de Sousa Brandão |
| Aparentado | |
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| Meio Irmão | |
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| Meia-Irmã | |
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Família com Humberto Ramos de Almeida |
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