COMO INICIAR A SUA GENEALOGIA
[Este texto foi retirado do site da Torre do Tombo, em Lisboa:]
A Genealogia é o ramo da História
que se dedica ao estudo das famílias, à sua origem e evolução, descrevendo as
gerações em cadeia (em sentido ascendente ou descendente) e
traçando, sempre que possível, as biografias dos seus membros.
Se pretende conhecer as suas raízes familiares e estudar a sua ascendência,
tenha em conta as
seguintes indicações:
Qualquer trabalho de pesquisa genealógica deverá iniciar-se tendo por base os assentos de baptismo, de casamento e de óbito, registados nos livros paroquiais (livros de baptismos, de casamentos e de óbitos). Por vezes, os livros paroquiais são mistos, isto é, concentram no mesmo livro registos de baptismos e de casamentos ou de óbitos. Esta situação é sobretudo frequente nos livros mais antigos. Estes registos estavam a cargo dos párocos, motivo porque cada livro só inclui assentos de uma paróquia ou freguesia.
Sobretudo através dos assentos
de baptismo e de casamento obtêm-se informações
essenciais para o estudo de qualquer família, como sejam: duas ou até três
gerações com os nomes das pessoas, datas, naturalidades, moradas, profissões,
relações de parentesco com os padrinhos e testemunhas, etc.
O registo dos baptismos e dos casamentos "em livro próprio" só passou a ser obrigatório a partir de 1563 (por força de uma norma da 24ª sessão do Concílio de Trento), muito embora numerosas paróquias já o praticassem anteriormente. A obrigatoriedade do registo dos óbitos data de 1614.
Os livros paroquiais com menos
de 100 anos encontram-se ainda nas Conservatórias do
Registo Civil, enquanto que os mais antigos acham-se por norma depositados nos
Arquivos Distritais, dependentes do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do
Tombo (IAN/TT). O Arquivo Distrital de Lisboa está integrado na sede do IAN/TT
e nele se conservam os antigos livros paroquiais das freguesias de todos os
concelhos do distrito de Lisboa, desde o século XVI até aos finais do XIX.
Neste Arquivo Distrital encontram-se ainda depositados muitos dos livros
paroquiais de outros distritos, a saber: Beja, Bragança, Castelo Branco, Faro,
Guarda, Santarém e Vila Real.
Novas Árvores
O início de uma árvore genealógica é o mais simples de todo o trabalho. Primeiramente, você deve entrevistar os mais velhos da família, coletando dados com entrevistas orais ou pedindo certidões de nascimento e/ou casamento para ampliar e confirmar os dados.
Desta maneira você certamente conseguirá dados relativos à seus pais, avós, irmãos, tios, primos, filhos e netos. É importante começar com um bom controle de dados desde o início, para que se possa compreender as anotações mais tarde. Geralmente, o que interessa ao genealogista são os seguintes dados:
Nome completo.
Data e local de nascimento.
Data e local de falecimento.
Nome completo dos pais.
Nome completo do cônjuge.
Data e local de casamento.
Nome completo dos filhos.
Biografia com dados mais relevantes/importantes.
E é claro que é importante um registro da fonte dos dados, como por exemplo Entrevista com Sra. Diva Maria de Sousa Albuquerque, em 30/01/1998, ou Segundo certidão de nascimento do cartório Maurício Lemos, livro 2 folhas 34-35. A importância da fonte é a possibilidade de estudiosos/interessados no futuro poderem confirmar os fatos narrados.
Após esgotar a coleta de informações por entrevistas, o trabalho torna-se mais desafiador, com visitas à cartórios, igrejas e cemitérios. Em cidades do interior, registros em igrejas são mais completos do que em cartórios. É um esforço grande para conseguirmos descobrir um pouquinho sobre nossos antepassados.
É um trabalho de formiguinha, mas o resultado é mesmo gratificante.